sábado, 31 de janeiro de 2009

Lula admite que governo vai apresentar projeto de anistia a imigrantes ilegais

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva admitiu nesta sexta-feira que o governo vai apresentar um projeto para anistiar os imigrantes ilegais que vivem no país. Ao ser questionado sobre o assunto hoje em Belém (PA), Lula disse que o Brasil poderá dar o direito de essas pessoas continuarem no país.

"O Brasil pode dar o direito das pessoas continuarem no Brasil. Este país aqui é um país que tem lição a dar ao mundo sobre tratamento de imigrantes", afirmou o presidente, após reunião com representantes do Conselho Internacional do Fórum Social Mundial.

Lula ressaltou que desde 1850 o Brasil recebe, "com respeito", imigrantes de várias nacionalidades, o que não acontece em outros "países ricos europeus".

"Esse país aqui, desde 1850 --não vou nem falar dos portugueses que chegaram em 1500-- recebe imigrante. Primeiro foram os alemães, depois italianos, depois japoneses, espanhol, chineses e coreanos. Todos que chegaram aqui foram tratados com respeito, diferentemente de alguns países ricos europeus que acham que o problema de seu empobrecimento são os coitados dos imigrantes", afirmou Lula, em uma referência indireta a países como Espanha, que deportou brasileiros.

Nesta semana, oito brasileiros foram deportados da Espanha e retornaram ao aeroporto de Cumbica, em Guarulhos (Grande São Paulo). Ele tinham saído no último domingo (25) com destino a Madri e faziam parte de um grupo de 20 brasileiros barrados em aeroporto de Barajas.

Segundo balanço do Ministério das Relações Exteriores, 3.013 brasileiros foram barrados na Espanha em 2007. No ano passado, foram 2.196.

Lula disse que é preciso garantir o desenvolvimento das regiões mais carentes como forma de evitar que os "pobres do mundo se transformem em nômades andando para os outros países".

"Se quiserem que as pessoas fiquem na África ou na América Latina nós temos que desenvolver a África e a América Latina. E o Brasil dará um tratamento respeitoso a todos os que aqui chegarem", disse.

Segundo estimativa do governo, a anistia deve beneficiar cerca de 50 mil estrangeiros que vivem ilegalmente no país.

Novo salário mínimo terá impacto de R$ 8,5 bilhões nas contas públicas

O aumento de R$ 50 para o salário mínimo terá um impacto de R$ 8,5 bilhões nas contas do governo federal somente neste ano, segundo dados do Ministério do Planejamento. A informação é do repórter Pedro Soares, em matéria publicada na Folha (a reportagem está disponível apenas para assinantes do jornal e do UOL).

O mínimo de R$ 465 beneficiará 13,9 milhões de aposentados e pensionistas, entre outros atendidos pela Previdência --auxílio-doença, auxílio-reclusão, salário-maternidade. Para 8,2 milhões de pessoas cujo valor do benefício é superior a um salário mínimo, também haverá correção a partir deste domingo (1º), mas o índice será menor, pois seguirá apenas a variação da inflação.

O aumento do mínimo também implica reajuste das contribuições previdenciárias recolhidas dos trabalhadores. A previsão é que a arrecadação da Previdência aumente R$ 856 milhões neste ano. O crescimento das despesas será de R$ 8,7 bilhões, gerando valor líquido de R$ 7,8 bilhões.

Economia turbinada

Em entrevista nesta sexta-feira, o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, afirmou que, com o aumento do mínimo, cerca de R$ 21 bilhões a mais passam a circular por mês na economia. "Esse aumento representa beneficiar mais de 45 milhões de pessoas, entre aposentados e pensionistas", afirmou o ministro durante o anúncio feito no Rio.

O abono-salarial, no mesmo valor do salário mínimo, também sobe a partir de domingo, assim como o seguro-desemprego --o valor médio pago passa de R$ 564,40 para R$ 632,40. Somados, os aumentos irão injetar R$ 24,349 bilhões na economia a partir de março.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Satélite que monitorava a Amazônia para de funcionar


O satélite sino-brasileiro CBERS-2 deu seu último suspiro no dia 15 de janeiro, segundo o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). As imagens do satélite eram usadas, por exemplo, para monitorar o desmatamento na Amazônia. Seu serviço será continuado por sua espaçonave-irmã, o CBERS-2b, lançado em 2007.

O CBERS-2 (Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres) foi projetado para durar dois anos. Mas ele superou a expectativa e chegou a ter vida útil de quase cinco.

No período, produziu mais de 175 mil imagens, que serviram para monitorar o ambiente, avaliar desmatamentos, áreas agrícolas e o desenvolvimento urbano.

Os últimos sinais do satélite foram detectados em 15 de janeiro por técnicos brasileiros e chineses. Nos dias seguintes, eles tentaram restabelecer a comunicação com o CBERS-2. Porém, não conseguiram e acabaram decretando encerrada a missão.

Durante sua vida útil, o satélite enfrentou alguns problemas. Em abril de 2005, foi notada uma falha em uma de suas baterias. Desde então, o satélite, que possui três câmeras, passou a operar com apenas uma delas.

As imagens CBERS são fornecidas gratuitamente (www.obt.inpe.br/catalogo). Desde junho de 2004, quando as imagens ficaram disponíveis na internet, já foram distribuídas mais de 500 mil delas. Segundo o Inpe, estão programados os lançamentos de mais dois satélites, em 2011 e 2014. E se discute com a China a produção de outros dois.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Petrobras anuncia descoberta de reserva de gás na bacia de Santos

A Petrobras anunciou nesta segunda-feira que o consórcio formado pela empresa e a Repsol, para a exploração do bloco BM-S-7, descobriu a presença de espessa coluna de gás em reservatórios acima da camada de sal na bacia de Santos, no Estado de São Paulo.

A empresa informou que a descoberta ocorreu com a perfuração do poço 6-BRSA-661-SPS (6-SPS-53), localizado em águas rasas da parte sul da bacia.

A Petrobras é a operadora do consórcio com 63% de participação. A Repsol tem 37%.

Este poço está localizado a cerca de 210 km a sudeste da cidade de Santos, na costa do Estado de São Paulo, em local onde a profundidade é de 214 metros. Sua perfuração faz parte das atividades exploratórias do Plano de Avaliação do poço 1-BSS-68, aprovado pela ANP (Agência Nacional de Petróleo e Gás), que havia constatado a presença de gás em reservatórios arenosos da seção pós-sal.

A descoberta foi confirmada através de testes realizados nos reservatórios situados a partir de 3.970 metros de profundidade.

O consórcio informou que dará continuidade às atividades exploratórias com da realização de testes de formação a serem realizados nos intervalos de gás já constatados, quando então será possível declarar a comercialidade desta jazida.

A Petrobras afirmou ainda que esta descoberta tem grande importância devido ao potencial de produção de gás em águas rasas no sul da bacia de Santos.

Obama elogia avanços do Brasil no setor de biocombustíveis


O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, telefonou nesta segunda-feira para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e elogiou os avanços do Brasil na área de biocombustíveis, segundo o porta-voz da Presidência da República, Marcelo Baumbach.

Durante a conversa, de cerca de 25 minutos, Obama teria afirmado que os Estados Unidos teriam muito a ganhar com a cooperação com o Brasil no setor bioenergético e ainda prometeu continuar as discussões para a retomada da Rodada Doha de liberalização do comércio, como uma forma de enfrentar a crise econômica

Segundo a Presidência da República, Obama ainda afirmou ter instruído sua equipe econômica a afinar posições com o Brasil para a próxima cúpula do G-20, marcada para o final de abril, no Reino Unido.

"O presidente Obama informou que já instruiu sua equipe econômica no sentido de coordenar-se com o Brasil para aproximar posições para a próxima cúpula do G-20", disse o porta-voz da Presidência em uma entrevista coletiva nesta segunda-feira.

O novo presidente dos EUA também convidou Lula para um encontro em Washington, no mês de março, quando o brasileiro deve viajar a Nova York para um seminário com investidores estrangeiros.

Segundo o Palácio do Planalto, Obama também teria sinalizado que poderia realizar uma visita oficial ao Brasil ainda neste ano, durante o verão no Hemisfério Norte.

Durante a conversa telefônica com Obama, Lula elencou os assuntos que considera prioritários na pauta de discussões entre os dois países, entre eles, "a paz mundial", o G-20, as relações com a América Latina e com a África, além da questão das mudanças climáticas e dos biocombustíveis.

Lula ainda disse a Obama que sua vitória "pode influenciar positivamente a imagem que o mundo e, em particular, a América Latina, tem dos Estados Unidos", segundo o porta-voz da Presidência.


Hillary

Ainda na noite desta segunda-feira, a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, falou por telefone com o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim, segundo a assessoria de imprensa do Itamaraty.

Na conversa, de cerca de 15 minutos, Hillary teria afirmado que tomou conhecimento da viagem de Amorim ao Oriente Médio para auxiliar nas negociações de paz entre israelenses e palestinos e disse ter "apreciado" a iniciativa.

Hillary também citou como temas importantes na pauta de discussões entre os dois governos as relações regionais, o setor energético e as mudanças climáticas.

A secretária de Estado americana também teria elogiado o papel do Brasil como liderança regional e os progressos feitos nos setores de energia e meio ambiente.

Hillary também teria feito votos pela rápida recuperação do vice-presidente José Alencar, que foi submetido a uma cirurgia para retirada de tumores na região do abdome entre a noite de domingo e a manhã de segunda-feira.

Brasileiros são deportados da Espanha e reclamam de tratamento

Oito brasileiros foram deportados da Espanha após serem barrados no aeroporto de Barajas, em Madri. Eles faziam parte de um grupo de 20 brasileiros que deveriam desembarcar na capital espanhola, mas foram impedidos pela polícia espanhola.

Ao desembarcarem na noite desta terça-feira no aeroporto de Cumbica, em Guarulhos (Grande São Paulo), o grupo reclamou do mau tratamento recebido. O Ministério das Relações Exteriores foi procurado pela Folha, mas não confirmou o episódio.

O ministério apenas informou que o número de casos de brasileiros barrados diminuiu. Segundo balanço do Itamaraty, 3.013 brasileiros foram barrados na Espanha em 2007, contra 2.196 do ano passado.

Nesta segunda-feira (26), a polícia espanhola prendeu um grupo de 33 brasileiros acusados de falsificar e vender documentos. De acordo com dados do Ministério do Interior espanhol, os brasileiros já são a principal nacionalidade na lista de falsificadores mais procurados pela polícia da Espanha, superando os nigerianos.

sábado, 17 de janeiro de 2009

Lula diz que um dia Brasil terá mais de uma reeleição

Ao sair em defesa de Hugo Chávez, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem que qualquer partido no Brasil tem o direito de propor a reeleição indefinida caso o país tenha "instituições consolidadas", mas voltou a negar nova candidatura. Na Venezuela, os eleitores irão às urnas decidir sobre o tema em 15 de fevereiro.

"Estamos num processo de construção de fortalecimento das instituições no Brasil. Isso não impede que daqui a um tempo apareça um partido político com uma maioria de deputados que proponha [a restrição a apenas uma reeleição]. Pode ter três, quatro reeleições", disse Lula, durante entrevista enquanto percorria o projeto agrícola "El Dilúvio" (800 km a oeste de Caracas).

"Isso pode acontecer. Na hora em que você tiver instituições consolidadas e tiver a liberdade política que o povo quiser, isso vai acontecer." Segundo Lula, o seu antecessor, Fernando Henrique Cardoso, só não buscou o terceiro mandato por causa da situação econômica do Brasil na época.

"Certamente, se a economia brasileira estivesse bem, de 98 a 2002, se o presidente Cardoso tivesse feito as "encuestas" [pesquisas, em espanhol] de opinião pública, teria havido um deputado que teria proposto uma emenda para que Cardoso tivesse mais um mandato. No Brasil é assim. Só não é assim no meu governo", afirmou.

Em entrevistas, Lula tem descartado a possibilidade de apoiar uma mudança na Constituição que lhe permita disputar nova reeleição. Em abril de 2008, criticou governantes que se acham insubstituíveis: "Qualquer pessoa que se ache imprescindível começa a colocar em risco a democracia".

Mas ontem, sempre sob o olhar atento de Chávez, Lula citou o Reino Unido, a Espanha e a Alemanha como países com governos longos, fazendo a ressalva de que são regimes parlamentares. Citou o presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, para afirmar que as críticas contra Chávez só acontecem porque se trata de um governo de esquerda: "O Uribe estava querendo o terceiro mandato e ninguém perguntava a ele".

Tramita no Congresso colombiano proposta de reforma que, se aprovada em referendo, dará a Uribe a chance de concorrer ao terceiro mandato.

Lula disse que "cada país tem de viver o seu processo", mas descartou concorrer a um terceiro mandato. "O Chávez [54] é novo ainda, ele aguenta um novo mandato. Agora eu já tô velho, vou me retirar", disse Lula [63], em tom jocoso.

Ontem, o Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela marcou para 15 de fevereiro o referendo sobre a emenda constitucional que implanta a reeleição indefinida para todos cargos eletivos. Há dez anos no poder, Chávez já é o presidente há mais tempo no poder na América Latina. O atual mandato acaba em 2013.

Entre os acordos assinados por Lula e Chávez está o aumento da cooperação brasileira nas áreas agrícola, industrial e elétrica. Lula anunciou que assistirá ao Carnaval do Rio para torcer pela Beija-Flor. Brincando, Chávez disse que irá, mas que sua escola é a Mangueira.

Durante a visita, Lula também concedeu uma entrevista ao cineasta norte-americano Oliver Stone, que prepara um documentário sobre Chávez e a onda de esquerda na América Latina. O diretor já entrevistou Raúl Castro (Cuba), Fernando Lugo (Paraguai), Evo Morales (Bolívia) e Cristina Kirchner (Argentina), além de Chávez.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Brasil piora em ranking de mortalidade infantil do Unicef

O Brasil pulou do 113º para o 107º lugar no ranking de mortalidade infantil (até cinco anos de idade), segundo o relatório anual do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), Situação Mundial da Infância 2009, lançado nesta quinta-feira em Johanesburgo, na África do Sul.

Os primeiros lugares do ranking de 194 países são ocupados pelas nações com mortalidade mais elevada, como Serra Leoa (1º lugar) e Afeganistão (2º). Seis países registraram as taxas mais baixas e ocupam a última posição no ranking: Suécia, Islândia, Cingapura, Luxemburgo, Andorra e Liechtenstein.

O relatório atribui a piora na posição do Brasil ao fato de o país ter registrado um índice de mortalidade de 20 por cada mil nascidos vivos em 2006. Em 2007, a taxa foi de 22 por cada mil nascidos vivos.

Mesmo com esse leve aumento, o Brasil ainda registra uma das mais altas reduções no índice de mortalidade infantil desde 1990. Com uma queda de 62% no período, o país teve a 18ª maior diminuição no índice entre os 194 países da lista --de 58 para 22 entre cada mil nascidos vivos.

Complicações

O relatório do Unicef afirma que mulheres nos países menos desenvolvidos do mundo ainda têm 300 vezes mais chances de morrer durante o parto ou por complicações na gravidez do que mulheres em países desenvolvidos.

O órgão da ONU diz ainda que uma criança nascida em um país em desenvolvimento tem quase 14 vezes mais chances de morrer durante o primeiro mês de vida do que uma criança nascida em um país desenvolvido.

"A cada ano, mais de meio milhão de mulheres morrem devido a complicações no parto, incluindo cerca de 70 mil meninas e mulheres jovens, entre 15 e 19 anos", afirmou Ann Veneman, diretora-executiva do Unicef.

"Desde 1990, as complicações relacionadas à gravidez e ao parto já mataram cerca de 10 milhões de mulheres", acrescentou.

Melhoras

O Unicef afirma que muitos países em desenvolvimento progrediram muito para melhorar as taxas de sobrevivência de suas crianças nos últimos anos.

O relatório aponta Níger e Malauí como exemplos por terem cortado quase pela metade as taxas de mortalidade entre crianças com menos de cinco anos entre 1990 e 2007, em 42% e 47% respectivamente.

Mas o mesmo progresso não foi observado na prevenção de risco para a saúde das mães e, embora as taxas de sobrevivência de crianças com menos de cinco anos esteja melhorando no mundo todo, os riscos para crianças nos primeiros 28 dias de vida ainda são altos em muitos países.

O Unicef afirma ainda que aproximadamente 99% das mortes do mundo causadas por complicações na gravidez ocorrem nos países em desenvolvimento, nos quais ter um filho ainda é um dos mais graves riscos à saúde para mulheres.

A grande maioria ocorre na África e na Ásia, onde as altas taxas de natalidade, falta de funcionários treinados e sistema de saúde deficiente colocam em risco a saúde das mães.

Os dez países com o maior risco de morte maternal durante a vida toda são Níger, Afeganistão, Serra Leoa, Chade, Angola, Libéria, Somália, República Democrática do Congo, Guiné-Bissau e Mali.

"Para salvar as vidas de mulheres e de seus recém-nascidos, é necessário mais do que apenas intervenção médica", afirmou Ann Veneman. "Educar as meninas é muito importante para melhorar a saúde de mães e recém-nascidos e também trará benefícios para as famílias e a soci

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Alvo de críticas e elogios, Constituição completa 20 anos

Há 20 anos, a Assembléia Constituinte promulgava o novo texto da Constituição Federal que ficou conhecido pelo avanço democrático e consolidação dos direitos individuais e das garantias das obrigações do Estado. Nesse período, a Carta Magna foi submetida vários tipos de mudanças, mas se tornou responsável pela implantação de dispositivos constitucionais que bloqueiam no país golpes políticos, econômicos, ou de qualquer natureza.

José Richa, José Serra e Mário Covas, entre outros constituintes, durante sessão da Assembléia Constituinte, em agosto de 1988
José Richa, José Serra e Mário Covas, entre outros constituintes, durante sessão da Assembléia Constituinte, em agosto de 1988

Nas últimas duas décadas, políticos e autoridades do Judiciário se dividem entre críticas e elogios ao texto promulgado em 1988.

Deputados, senadores e integrantes dos três Poderes são unânimes em admitir que, duas décadas depois, a Constituição precisa passar por aperfeiçoamentos.

Ao longo de 20 anos, foram apresentadas cerca de 4.100 emendas pelo Executivo e Legislativo. No Senado, há 50 PECs (propostas de emenda constitucional) à espera de votação. Há ainda 51 dispositivos da Constituição que até hoje dependem de regulamentação para entrar em vigor.

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) e ex-presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) Marco Aurélio Mello reconheceu que o texto da Constituição Federal passou por radicais mudanças desde a sua promulgação.

"Sobre o número de emendas constitucionais, eu costumo sempre versar que de certa feita um cidadão brasileiro entrou numa livraria e procurou comprar uma Constituição Brasileira. Um balconista simplesmente disse que aquela livraria não trabalhava com periódicos", brincou o ministro.


O presidente da Assembléia Nacional Constituinte, deputado Ulysses Guimarães, assina a promulgação da nova Constituição
O presidente da Assembléia Nacional Constituinte, deputado Ulysses Guimarães, assina a promulgação da nova Constituição

Avanços

O texto constitucional de 1988 definiu diversas garantias constitucionais, com o objetivo de dar maior efetividade aos direitos fundamentais, permitindo a participação do Poder Judiciário quando houver ameaça de lesão aos direitos apontados como fundamentais --como as liberdades religiosa e de expressão.

Também está na Constituição a definição de crimes inafiançáveis como a tortura e as ações armadas contra o Estado democrático e a ordem constitucional. Foi o texto de 1988 que definiu a ordem de eleições diretas para todos os cargos de presidente da República, governador, prefeito, senador, deputados federais e estaduais, além de vereadores.

A Constituição de 1988 foi a nova Carta Magna do Brasil. Em 1824, o Brasil teve o primeiro texto constitucional. Outorgada em março de 1824 por dom Pedro 1º, previa a existência de quatro Poderes: o Executivo, o Legislativo, o Judiciário e o Moderador.

Pelo Moderador, o imperador que era o chefe do Estado tinha condições de dar a última palavra sobre as decisões dos demais Poderes. Mas em 1889, já na República, este Poder foi derrubado e em 1891 foi promulgada uma nova Constituição.

Histórico

Promulgada em 5 de outubro de 1988, a Constituição reuniu 245 artigos, mas 20 anos depois está 25% maior do que seu tamanho inicial --conseqüência das mudanças promovidas no texto pelos parlamentares.

A primeira emenda constitucional foi apresentada um dia depois da sua promulgação, pelo então deputado Amaral Neto --com a sugestão de se aplicar a pena de morte no Brasil para casos de roubo, seqüestro e estupro quando resultassem na morte das vítimas. A polêmica emenda acabou derrubada pelo Congresso.

O texto constitucional já nasceu polêmico por provocar rachas entre partidos e parlamentares, que se dividiram entre os favoráveis e os contrários à implementação do parlamentarismo como sistema político brasileiro.

Apesar de muita pressão dos constituintes favoráveis ao fim do presidencialismo, o atual sistema de governo acabou prevalecendo sobre a maioria dos responsáveis pela elaboração do texto.

O constituinte Bonifácio Andrada, que participou ativamente das articulações da Carta, disse que a cautela do presidente da Assembléia Constituinte, Ulysses Guimarães, prevaleceu sobre o grupo parlamentarista.

"As lideranças do PMDB se reuniram e a maioria concordou que ficasse cinco anos com o [presidente] José Sarney e se implantasse o parlamentarismo. Mas Ulysses, que era um homem cauteloso, disse que só poderia aceitar posicionamento contrário em acordo. Por falta de entendimento, o parlamentarismo caiu", lembrou Andrada.

EUA frustram plano de parlamentares brasileiros de participarem da posse de Obama

Um grupo de deputados e senadores organizava uma comitiva para ir à posse de Barack Obama, no dia 20, mas teve seus planos frustrados pela Embaixada dos EUA, informa nesta quarta-feira o Painel" da Folha, editado interinamente por Ranier Bragon (a íntegra está disponível apenas para assinantes do jornal e do UOL).

Segundo a coluna, a diplomacia norte-americana negou aos congressistas brasileiros assento privilegiado na solenidade. "Iríamos em missão oficial, representando a Câmara, mas arcando com os custos. Daí eles disseram que não, que não tinha lugar... Assistir pela televisão, a gente assiste por aqui mesmo", afirmou o deputado Manato (PDT-ES), um dos integrantes da quase-comitiva.

Manato também conversou com a Folha Online e disse que as despesas da comitiva seriam custeadas pelos próprios parlamentares, uma vez que a Câmara dos Deputados também havia negado o pedido para enviar o grupo aos Estados Unidos. "Não haveria despesa alguma pelos cofres públicos, mas nem assim conseguimos o apoio para ir."

"Nós somos iguais a nada, a mesma coisa. Muita gente da comitiva ficou revoltada, mas paciência. Que Deus abençoe a todos apesar dos problemas", reiterou.

De acordo com informações da organização do evento, as despesas para a realização da solenidade ficarão em torno de US$ 75 milhões.

Os gastos para a solenidade envolvem medidas de segurança e transporte. Pelo menos dois milhões de pessoas são esperadas na capital federal dos Estados Unidos para a posse e o desfile.

Segundo os organizadores do evento, a cidade de Washington terá que desembolsar US$ 47 milhões, dos quais US$ 28 milhões serão utilizados no policiamento e outros US$ 5 milhões em transportes. Os Estados de Maryland e Virgínia devem contribuir, respectivamente, com US$ 12 milhões e US$ 16 milhões.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Brasil é o segundo país mais atraente para investidor estrangeiro

Uma pesquisa feita entre membros de uma associação americana de investidores estrangeiros em imóveis indica o Brasil como o segundo destino mais atraente para seus investimentos em 2009.

VENDESE OU ALUGUASE O BRASIL.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Veja o que mudou e imprima regras da nova reforma ortográfica

O novo acordo ortográfico da Língua Portuguesa está em vigor no Brasil desde o último dia 1º.

Veja a tabela com as modificações

A mudança padroniza uso do hífen e traz mudanças na acentuação. O Ministério da Educação estima que 0,5% do vocabulário brasileiro será alterado.

A população terá até o fim de 2012 para se adaptar às novas regras. A nova ortografia será a única considerada correta.

Dúvidas

O texto do Acordo, no entanto,não esclarece a grafia de uma série de palavras.

Segundo a ABL (Academia Brasileira de Letras), a definição só sairá com a publicação de um novo Volp ("Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa"). Com a função de registrar a forma oficial de escrever as palavras, o Volp só deve ser publicado em fevereiro, com cerca de 300 mil termos.

Novas regras

Com o Acordo, o alfabeto passou a ter 26 letras, ao incorporar as letras "k", "w" e "y". O texto traz alterações significativas na acentuação de algumas palavras, extingue o uso do trema, e padroniza a utilização do hífen. A partir de agora, não é errado escrever "micro-ondas" --com hífen-- e "antissocial" --sem hífen. Também é correta a grafia das palavras "ideia" e "assembleia" sem acento.

A língua portuguesa é a sétima mais falada no mundo, ficando atrás apenas dos idiomas chinês, hindi, inglês, espanhol, bengali e árabe. Ao todo, são oito os países que têm o português como idioma oficial --Portugal, Brasil, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Angola, Moçambique, Guiné-Bissau e Timor-Leste--, e mais de 230 milhões de falantes no planeta.




Irã pede ajuda ao Brasil para cessar-fogo em Gaza



O governo do Irã pediu nesta sexta-feira ao governo brasileiro um reforço nos apelos internacionais por um cessar fogo imediato na faixa de Gaza. Para representantes do presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, o Irã e o governo brasileiro apresentam a mesma linha de pensamento em relação ao conflito e avaliam que há um exagero nas ações de Israel na região.

O ministro de Cooperativas do Irã, Mohammad Abbasi, foi recebido pelo assessor especial da presidência da República para assuntos internacionais, Marco Aurélio Garcia, e autoridades do Ministério das Relações Exteriores. Abbasi repassou uma carta que deverá ser entregue ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

No documento, o governo do Irã pede auxílio para a criação de uma rede internacional em defesa do povo oprimido da faixa de Gaza para que a situação de paz seja restabelecida o mais rápido possível. Antes de requerer o apoio do Brasil, Abbasi já passou por Cuba e Venezuela e deverá ainda conversar com os governos da Bolívia e da Venezuela.

Abassi considerou os encontros positivos e destacou que o Irã tem uma relação antiga de cooperação com o Brasil e com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas que o repúdio ao atual conflito independe de uma relação próxima.

"A situação na faixa de Gaza não é de responsabilidade exclusiva dos países árabes. É um genocídio humano, então todos nós estamos obrigados a intervir e encontrar uma solução para o problema. É improvável que alguém veja estes acontecimentos e não se sinta responsável", disse Abassi.

O ministro de Cooperativas do Irã disse que a situação na região está insustentável e que o ambiente de hostilidade que se instalou entre israelenses e representantes do Hamas tem feito vítimas crianças, mulheres e, especialmente, pessoas indefesas.

Abassi disse que uma das principais preocupações do governo iraniano é com o fato que os israelenses estão desrespeitando normas internacionais e impedindo a fixação de clínicas e hospitais humanitários nas proximidades de Gaza para atender os feridos.

Segundo informações do governo iraniano, há pelo menos 800 mortos e 3.000 feridos. "É preciso parar essas violações", disse Abassi.

O ministro Celso Amorim (Relações Exteriores), que está em Portugal, deve embarcar neste sábado (10) para o Oriente Médio determinado a reforçar os apelos para o fim da guerra. Amorim deverá ir a Israel, aos territórios palestinos, à Síria e Jordânia.

Ajuda

Também nesta sexta-feira o governo federal enviou para a região em conflito a doação de 14 toneladas de alimentos e remédios. A aeronave da FAB (Força Aérea Brasileira) saiu do Rio de Janeiro, pela manhã, com previsão de chegada no domingo (11).

Desde o início dos conflitos houveram várias manifestações públicas de partidos políticos e parlamentares. O PT divulgou nota criticando a ofensiva israelense e incomodou a comunidade judaica no Brasil. Uma comissão suprapartidária enviou correspondências aos governos de Israel e da Autoridade Palestina apelando por um cessar-fogo.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Exercito brasileiro

Saiba mais sobre o nosso exercito CLIQUE AQUI

E.U.A X BRASIL

Vocês acham que o Brasil tem força militar suficiente para enfrentar os EUA?

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Orkut uma manera de contatar.


Visitem essa web que tem um montão de brasileir@s,veja se tem algum conhecido.

Helicóptero pega fogo e cai em Itupeva (SP); um morre e cinco ficam feridos


Um acidente com um helicóptero causou a morte de um empresário e deixou outras cinco feridas no fim da tarde desta segunda-feira em Itupeva (73 km de São Paulo).

Segundo o Corpo de Bombeiros, a aeronave --um Agusta A-109-- pegou fogo ainda no ar e caiu ao tentar pousar em uma fazenda da cidade, por volta das 17h.

Ainda de acordo com os bombeiros, Gilberto Botelho de Almeida Ramalho --que seria o dono da fazenda-- morreu no local. Ficaram feridos piloto, copiloto, uma mulher e duas adolescentes --a mulher de Ramalho, a filha e uma amiga.

As vítimas retornavam de Paraty (RJ) e foram levadas para o hospital da cidade. As causas do acidente serão investigadas.

Para concorrentes do programa F-X2, negócio ajuda a manter alternativas aos EUA



Os concorrentes franceses e suecos do F-X2 apontam a necessidade de manter um polo de tecnologia militar alternativo aos EUA como pontos fortes de suas ofertas.

"Para nós é importantíssimo esse negócio, já que enfrentamos a vontade americana de destruir a indústria de aviação militar europeia", afirmou Jean-Marc Merialdo, diretor da francesa Dassault no Brasil.

O seu Rafale enfrenta problemas de escala industrial, que perdeu todas as disputas das quais participou. "A falta de êxito decorre de razões políticas. Depois do 11 de Setembro, como se sabe, a França foi crítica à política americana. Isso teve um custo", afirmou.

Sem escala, o produto e sua manutenção ficam caras. O Rafale unitariamente custa algo perto de 60 milhões de euros, o que já é alto. Mas avião não é eletrodoméstico, não se paga o preço de face, e sim a logística envolvida. A Austrália, por exemplo, pagou US$ 200 milhões pela unidade de seus F-18 --quatro vezes mais que o preço "de prateleira".

O ponto de venda da sueca Saab para seu caça Gripen NG, por sua vez, é quase terceiro-mundista. Diz oferecer o produto mais barato e não-alinhado, no caso com um dos membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU (especificamente, EUA e França).

"A Suécia é a única a oferecer uma opção independente", disse à Folha Bob Kemp, vice-presidente para marketing da Gripen International, subsidiária da Saab e da britânica BAE Systems que vende o caça.

Mas um terço do caça é americano. Kemp defende-se. "Não é tecnologia sensível, essa é dominada pela Suécia."

E quanto custa? "Nós estimamos algo entre 50% do preço de nossos competidores", diz Kemp, citando como referência uma proposta aberta feita à Dinamarca: cerca de US$ 70 milhões por cada um dos 48 aviões solicitados, com toda a logística e o treinamento.

Kemp minimiza o fato de que o Gripen NG não existe na prática. E defende que sua maior desvantagem --ser monomotor-- resultará em preço mais baixo de operação: a hora-vôo num Gripen, diz, é de US$ 3.000, contra US$ 14 mil de seus dois concorrentes.

sábado, 3 de janeiro de 2009

Contatos entre brasileiros


Se busca alguem para qualquer coisa como,namorad@,amig@s,negocio,trabalho,etc..,Deixe aqui seu contato.

Não esta permitido faltar o respeito,palavrão,chingar,deixar telefono(só email),palavra fora de sentido.Os que coloquem o contato será eliminado.

QUE ESPERÃO PARA O ANO NOVO?

DEIXE AQUI A SU OPINIÃO SOBRE QUE ESPERA DE BOM E DE MAL PARA O ANO 2009?.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Receita de comida brasileira



Boas receitas de comida,doce,bebidas,etc...,Colocarei 3 receitas cada semana.