
O governo do Irã pediu nesta sexta-feira ao governo brasileiro um reforço nos apelos internacionais por um cessar fogo imediato na faixa de Gaza. Para representantes do presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, o Irã e o governo brasileiro apresentam a mesma linha de pensamento em relação ao conflito e avaliam que há um exagero nas ações de Israel na região.
O ministro de Cooperativas do Irã, Mohammad Abbasi, foi recebido pelo assessor especial da presidência da República para assuntos internacionais, Marco Aurélio Garcia, e autoridades do Ministério das Relações Exteriores. Abbasi repassou uma carta que deverá ser entregue ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
No documento, o governo do Irã pede auxílio para a criação de uma rede internacional em defesa do povo oprimido da faixa de Gaza para que a situação de paz seja restabelecida o mais rápido possível. Antes de requerer o apoio do Brasil, Abbasi já passou por Cuba e Venezuela e deverá ainda conversar com os governos da Bolívia e da Venezuela.
Abassi considerou os encontros positivos e destacou que o Irã tem uma relação antiga de cooperação com o Brasil e com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas que o repúdio ao atual conflito independe de uma relação próxima.
"A situação na faixa de Gaza não é de responsabilidade exclusiva dos países árabes. É um genocídio humano, então todos nós estamos obrigados a intervir e encontrar uma solução para o problema. É improvável que alguém veja estes acontecimentos e não se sinta responsável", disse Abassi.
O ministro de Cooperativas do Irã disse que a situação na região está insustentável e que o ambiente de hostilidade que se instalou entre israelenses e representantes do Hamas tem feito vítimas crianças, mulheres e, especialmente, pessoas indefesas.
Abassi disse que uma das principais preocupações do governo iraniano é com o fato que os israelenses estão desrespeitando normas internacionais e impedindo a fixação de clínicas e hospitais humanitários nas proximidades de Gaza para atender os feridos.
Segundo informações do governo iraniano, há pelo menos 800 mortos e 3.000 feridos. "É preciso parar essas violações", disse Abassi.
O ministro Celso Amorim (Relações Exteriores), que está em Portugal, deve embarcar neste sábado (10) para o Oriente Médio determinado a reforçar os apelos para o fim da guerra. Amorim deverá ir a Israel, aos territórios palestinos, à Síria e Jordânia.
Ajuda
Também nesta sexta-feira o governo federal enviou para a região em conflito a doação de 14 toneladas de alimentos e remédios. A aeronave da FAB (Força Aérea Brasileira) saiu do Rio de Janeiro, pela manhã, com previsão de chegada no domingo (11).
Desde o início dos conflitos houveram várias manifestações públicas de partidos políticos e parlamentares. O PT divulgou nota criticando a ofensiva israelense e incomodou a comunidade judaica no Brasil. Uma comissão suprapartidária enviou correspondências aos governos de Israel e da Autoridade Palestina apelando por um cessar-fogo.

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